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07 fevereiro, 2011

james blake



O ano ainda só agora começou mas este é um álbum que se candidata desde já aos melhores de 2011.
Dubstep, electrónica e uma voz cheia de soul fazem do novo álbum de James Blake uma peça harmoniosa, minimalista, de audição exigente mas compensadora.

"Limit to your love", single de estreia lançado ainda em 2010 - cujo videoclip é um belo pedaço de cinema, diga-se - é facilmente reconhecível por ser uma cover da faixa com o mesmo nome presente em The Reminder (2007), de Feist. Comparações? Oiçam vocês mesmos!
Mas há muito mais para além disso neste disco, que começa muito bem e se torna um pouco mais monótono lá para o fim... Enjoy!



28 janeiro, 2011

de volta de onde nunca saímos




Há um significativo hype à volta de No Time For Dreaming, primeiríssimo disco de Charles Bradley, e percebe-se: o homem - que, note-se bem, tem 62 anos (sim!) e está a lançar o seu primeiro disco (sim!)- está em 2011 a fazer um disco de 60, 70. Se nos dessem a ouvir como sendo de um estreante, decerto não acreditaríamos, ajuizando que esta voz (muito na linha de trovadores da soul como Lee Fields ou Syl Johnson) não poderia ter passado tanto tempo no anonimato. Mas o espanto ganharia verdadeira forma quando nos dissessem que o que estávamos ouvir era deste século...

Ouvir No Time For Dreaming significa, mais do que escutar um belo disco, fazer uma experiência estética: acreditar, ao longo de 12 refinadas faixas, que estamos a ouvir um disco da soul mais clássica (inevitavelmente diferente da soul contemporânea de um Aloe Blacc ou de um Mayer Hawthorne) produzida hoje, nos nossos dias. Afinal, nem tudo vai lá atrás...


08 janeiro, 2011

rye rye



"Sunshine", óptimo single de Rye Rye (na companhia da super estrela M.I.A.), rapper que promete dar muito que falar neste novo ano com o aguardado álbum de estreia Go! Pop! Bang! (ainda não editado). Fiquem atentos!

Quanto ao videoclip, preparem-se para fazer um rewind aos anos 90 do hip-hop... Oldschool joint!

25 dezembro, 2010

FUNKY TUMBAO



"Funky Tumbao", dos franceses Setenta. Grooovy!!

14 novembro, 2010

50 ways to




03 novembro, 2010

Jean Gabin e o hip-hop

Excerto de uma entrevista com o realizador francês Arnaud Desplechin.

fonte: http://www.sensesofcinema.com/2010/feature-articles/%E2%80%9Cfilms-are-vulgar-and-this-vulgarity-i-love-it%E2%80%9D-an-interview-with-arnaud-desplechin/

"How one combines the love for hip-hop and the antipathy to manhood of Jean Gabin?

The second part of his work. I love the young Jean Gabin. The way it changed has to do with hip-hop. In films and in our common life thinking about the music we loved when we were 20 years old, we are always quoting things that our parents or grandparents were listening. It’s just absurd. People said it was funny when you see Abel listening to some free jazz. I just took the age of the character, I checked what kind of a record he could have bought when he was 31, the wild records of free jazz. It has to do with the fact that I’m French, too. I hate songs, French songs.

Hip-hop was something really, absolutely new. It’s music that is really difficult to use in films and it’s music I’m really sure my parents will hate. You know that song? I think it’s about Bush, a Lou Reed song. “Hey, senator, you are fucking with your parents.” Listening to music your parents have listened to. To me, it’s a real threat. It’s a statement to use music that is not loveable. Which is really French, we were the second country after US to have hip-hop. All those guys that didn’t speak a word of English loving hip-hop, buying hip-hop records, just because it was a voice. Not lyrics, just a voice, because we couldn’t get the words, it was too complicated.

So who does Jean Gabin fuck with?

Suddenly you see how such a wonderful actor like Jean Gabin can become bitter, I won’t find English words for that, academic, boring, sure of himself, in love with himself, reactionary, passéist, really, it was disgusting. As if becoming a man was something of degradation. It was an ugly image of what is to become an adult.

I guess that’s why I love movies. Because I don’t know how to become an adult. When I go see a film, I can observe how the character, the movie star, is behaving, and I can use it in my common life. It’s useful. But in French films when I was a kid, when I was looking at the adults, I just didn’t want to be them. They were ugly, they were bitter and mean, no nobility. Decades later I realised that it was the same feeling behind those lines written by the nouvelle vague. Saying that French films, precisely with Jean Gabin, were not good, because the characters were small and in love with their own hatred of life. They preferred Nicholas Ray’s movies, because his characters weren’t afraid of having great feelings. I thought it was a sin, sometimes it’s a sin how Jean Gabin is acting.

But doesn’t hip-hop generally mean this same kind of being a man and a human? MTV hip-hop.

Oh, on MTV it’s bad hip-hop. Plus that it doesn’t match with the way I look. There is something about this stupid, bodybuilding guys and bimbo girls, and I love that, because when your parents are looking at it they just can’t get it. It’s obscene. It’s as if you were six or seven years old, which I think is great, there is a sort of a provocation. But on MTV it’s really the worst".

15 outubro, 2010

aquelas linhas de baixo não enganam ninguém...

Estava eu a ouvir um best of dos The Gap Band quando subitamente dei por mim a trautear "life's a bitch and then you die"...
É sempre uma sensação tão, digamos, arqueológica, quando descobrimos um sample inadvertidamente, não é? Parece mesmo que estamos a fazer história... (mas depois pensamos que deve haver algures mil e um sites com listas extensíssimas de samples. Mas saboreemos as nossas pequenas descobertas!:))





09 outubro, 2010

Aloe Blacc na capa do "ípsilon"



... num artigo assinado por João Bonifácio, a propósito do tão propalado disco Good Things, cujo igualmente propalado single "I need a dollar" já por aqui foi tocado.


02 outubro, 2010

Maria Ninguém

A Brigitte Bardot a cantar em português?



É verdade! O original, "Maria Ninguém", é do brasileiro Carlos Lyra, mas cantada pela BB não ficou nada mal...

01 outubro, 2010

democratizar


(na fotografia: Charles Mingus)

O jazz nasceu na América no início do século XX, no interior das populações mais pobres (sobretudo dos africanos que para aí haviam emigrado).
Hoje, mais de um século depois, nas sociedades capitalistas ocidentais, o jazz é predominantemente música erudita para eruditos, ouvido e praticado por uma certa elite intelectual e cultural.

O rap (e depois, com ele, o hip-hop) nasceu nessa mesma América, nos anos 60/70 desse mesmo século, e também entre as comunidades mais desfavorecidas (sobretudo dos negros aquartelados em ghettos urbanos).
Hoje, passados quase 50 anos, o hip-hop, não obstante ser ouvido e praticado um pouco por toda a gente (até pela massificação e descerebração de que foi vítima pela MTV e afins, pela indústria discográfica e pelos próprios artistas), a verdade é que ainda é associado a franjas da sociedade mais excluídas, pobres ou com pouca educação (musical também).

Penso que estamos a assistir hoje a um processo em que estes dois elementos, o jazz e o hip-hop, similares na origem, procuram processos de legitimação/democratização/acesso junto de públicos opostos:
o jazz de cima (elites) para baixo (classe média e baixa e, de um modo geral, a população menos letrada);
o hip-hop de baixo (essa mesma população menos educada, intelectual e musicalmente falando) para cima (as tais elites).
Engraçado como, tendo origens semelhantes, se movem hoje em sentidos contrários no que à democratização do acesso diz respeito...

Talvez um dia estejam ambos de tal forma disseminados (democratizados) pela população que possamos ouvir um Common na Casa de Música actuando para o Zé... e para o Sr. Prof. Doutor José.



"Jazz thing", Gangstarr.


ADENDA:


Talvez tenha incorrido num pequeno erro quando escrevi "processos de legitimação/democratização/acesso".
Porque parece-me que o jazz, no movimento de cima para baixo está em claro processo de democratização; mas quando o hip-hop vai de baixo para cima, o processo aqui é fundamentalmente de legitimação (sem que essa legitimação, uma vez conseguida, não traduza, de certa forma, uma ideia de democracia no plano da igualdade e da aversão ao snobismo intelectual).

São questões diferentes mas em que o propósito não deixa de ser o mesmo: alargar e cultivar públicos cada vez mais heterógeneos.

12 setembro, 2010


(o francês Wax Tailor)

Vou já dar resposta ao desafio que lancei abaixo porque senão depois esqueço-me. Já sei como sou.

A lista dos cinco álbuns por mim sugerida não é a melhor, vejo agora, por duas razões: em primeiro lugar, porque os álbuns deviam contrastar mais no que toca à questão que coloquei (já me explico melhor abaixo); depois porque o Dream Merchant, Vol 1, do 9th Wonder, não é um disco "instrumental" no sentido tão purista como o são os outros, uma vez que há sempre um rapper ou coros "em cima" do beat, o que não permite a apreensão instrumental que se pretendia.

Quanto ao primeiro ponto, acontece que eu devia ter feito uma lista onde contrastassem discos onde a preocupação de que tinha falado no sampling fosse muito maior nuns do que noutros. Todavia, como gosto tanto de hip-hop instrumental (e suas intimidades: electronica, breakbeat, down-tempo e um gigantesco etc.) só escolhi discos de que gosto e em que há praticamente em todos essa preocupação, esse tacto, no sampling.

Mas há diferenças!
E o que mais contrasta com os outros todos é o disco do 9th Wonder. A meu ver, tanto neste disco como na generalidade das suas produções, o 9th Wonder alinha muito mais por aquele caminho do "produtor servindo-se do beat". Os beats são óptimos, os arranjos impecáveis, não há duvidas. Mas a verdade é que me parece um processo muito mais "seco", cru, um "corta-e-cola" sem o cuidado estético pormenorizado que se sente nos discos do DJ Shadow ou do Wax Tailor - uma produção que se pressente quase como artesanal, "familiar", cheia de carinho. Isto não se reflecte só em termos sensoriais ou espirituais; na prática, as músicas do 9th Wonder são o beat (sempre muito vigoroso) e um sample de soul/funk e um rapper em cima, enquanto que no Shadow e no Wax Tailor, quer a sonoridade, quer a secção rítimica, são variadas, e ao que se juntam ainda todos aqueles "recortes" sonoros de filmes, anúncios, conversas, telefonemas, etc que são inseridos com precisão na atmosfera criada pela música. No fundo, parece-me haver mais dedicação, mais exaustão, mais... "soul" nestes discos.

Sem esta envolvência caseira, sem esta dedicação "infantil" (não no sentido depreciativo do termo, mas no do carinho e do apego às coisas), mas com um produção super refinada, temos o disco do Nathaniel Merriweather (um dos muitos alter ego de Daniel Nakamura): aqui sobressai, a meu ver, a vertente da "qualidade" (competência) na produção. Ela é elaborada (tanto ou mais que Shadow e Wax Tailor), variada e belíssima, mas não sinto a "emoção" que sinto nos dois citados autores. Oiço o disco muito mais como um verdadeiro "produto" (nada tem que ver com "comercial"!, não demonizem). É certo que Merriweather também usa e abusa de samples (especialmente de conversas de filmes), mas a atmosfera não tem a tal "caseirice" (e "meninice", porque não) de Shadow e Wax Tailor.

Por fim, o disco de Exile. Creio que Radio junta o melhor dos dois mundos: é um disco profissional, competente (ao estilo de Merriweather), mas que não deixa de ter presente implicitamente um processo mais "primitivo" - é o lado artesanal visível em Shadow e Wax Tailor...

Bem, e já estou a dar uma grande seca!
Big up!

Sabes que gente e que terra são estas?



Estava eu a ouvir Radio (2009), álbum do magnífico produtor Exile (conhecido, entre outras coisas, por produzir o rapper Blue ou a nova coqueluche americana Fashawn), quando, à oitava faixa (intitulada "The Sound is God"), começo a sentir, passados os primeiros dez segundos, uma toada próxima do nosso fado, onde não faltam os inevitáveis dedilhados de guitarra. Esperei mais uns 20, 30 segundos e não é que... a Mariza, sim, a nossa Mariza, canta? A música samplada é "Oh gente de minha terra", originalmente de Amália Rodrigues, mas aqui interpretada por Mariza.






Contas feitas, o Exile samplou a Mariza e ela certamente não saberá.

Mas saberá Exile quem é Mariza? Isto é:
foi o sample escolhido mais ou menos aleatoriamente, retirado de uma pilha de vinis comprados numa qualquer loja de discos recôndita, e "colado" no beat porque se inseria bem na composição melódica específica que o autor pretendia para o mesmo - o produtor a servir-se do sample, numa acepção mais crua;
OU
Exile sabe que o que Mariza canta é português, chama-se fado e é um género musical popular com raízes fundas no nosso país e no nosso povo (eventualmente saberá quem é Amália Rodrigues?), e que pegou nele, não num exercício puramente recreativo ("fazer música"), mas porque obedeceu a uma selecção rigorosa e de uma enorme sensibilidade, e em que escolhe aquele fado por ser fado, aquela voz por ser a de Mariza? - produtor e sample numa comunhão harmoniosa em que ambos ganham, reciprocamente.

Talvez esteja a ser demasiado exigente (e bem sei que esta questão não é radicalmente dual, do tipo "sim ou não"), mas a verdade é que me interrogo sobre isto numerosas vezes, sobretudo quando oiço álbuns instrumentais (e experimentais) de hip-hop. Por outro lado, sei que existem, de facto, produtores que depositam uma profunda e minuciosa sensibilidade na escolha de um sample, de um arranjo. O J Dilla era um deles. E em Portugal temos o inevitável Sam the Kid, de quem cada beat que oiço, sei-o escolhido a dedo e fundado numa relação quase alquímica entre o som no seu estado bruto e a alma de quem o decanta e o musica num beat. E há muitos, muitos mais.
Como já disse, talvez esteja a ser demasiado exigente, mas o certo é que esta não é uma questão secundária. Para quem gosta de música - e gostar de música é diferente de gostar de ouvir música -, não é uma questão subsidiária a de saber que tipo de relação tem o “criador” com a “criatura”: essa relação é depois marca indelével na alma, na emoção (e não tanto no profissionalismo/qualidade/competência ou no “belo” matemático) que uma música nos suscita, na comoção que nos provoca. E se a música não é alma, se não é emoção, então não sei o que é música.

É um exercício curioso: oiçam uns cinco álbuns instrumentais de hip-hop (mais ou menos ortodoxos, não interessa) e tentem responder a esta pergunta: notam o mesmo tacto e a mesma preocupação do produtor na escolha de cada sample (seja ele uma melodia de guitarra, uma voz, uma pequena frase de um filme ou um anúncio publicitário)?
Fica a sugestão. E deixo cinco discos para quem o quiser fazer:

Radio (2009), Exile.
Dream Merchant, Vol 1 (2005), 9th Wonder
The Private Press (2002), DJ Shadow
Tales Of The Forgotten Melodies (2005), Wax Tailor
Music to Make Love to Your Old Lady By (2001), Nathaniel Merriweather


P.S.: Radio é um disco fantástico.

09 agosto, 2010

Jack DeJohnette

Um excelente artigo.

copinhos de quê?




São dois dinamarqueses, branquinhos, mas fazem música negra no século XXI como poucos (de brancos a fazer música negra com este vigor, nos dias de hoje, só me lembro do cometa-fenómeno Mayer Hawthorne).
Diria que se aproximam sobremaneira da neo-soul de Erykah Badu (talvez o expoente máximo dessa corrente que tantos prosélitos, mais ou menos ortodoxos, acolhe), sem no entanto deixarem de pisar os (melhores) terrenos da pop e, o que pode ser curioso, da música electrónica - mais concretamente, a meu ver, da house music (oiça-se "Simili Life").
No seu Myspace vem uma interessante apresentação:

Quadron is a child that's been made by Coco and Robin. Both were part of the soul collective "Boom Clap Bachelors" who in early 2008 secured much respect and success with their debut "Kort Før Dine Læber". Here they began their collaboration, and Robin fell for Coco's beautiful voice and ability to improvise with playful ease.

Even though Coco is only 21 she is already a veteran performer, and was literally born to do it. She was a key figure as the front woman in the live band for Boom clap bachelors' band, and now she is thrilling audiences with Robin and hers own material. Robin Hannibal has a long CV, counting collaborations with Nobody Beats The Beats, Aloe Blacc, Omas Keith from SA-RA, Wally Badarou from talking heads / level 42, Erick Sermon, Plant Life, Yamwho, Buraka Som Sistema and has international super stars, like Pharrell Williams (Nerd) and James Murphy (LCD Soundsystem), declaring themselves fans of some of his other projects like "Owusu & Hannibal" and "Parallel Dance Ensemble".

Quadrons stated goal with the debut is to give the soul scene a vitamin boost and provide an alternative to the american R'n'B that is dominating the charts. They call their music electronic soul, mixing the sound of hand-played instruments with the benefits of today's computer-related techniques.


Têm um álbum editado, Quadron (2009), do qual ficam aqui alguns belos excertos (acompanhados por clips também eles muito bons!):


"Slippin"



"Pression" (isto soa tanto a Mayer Hawthorne!)



"Buster Keaton"



"Jeans"

Jeans (Unofficial video) Quadron from jenna mangulad on Vimeo.




"Simili Life"



Ah, e gostaram tanto de Lisboa que até fizeram um road movie!:

QUADRON "Slippin" (Unofficial) video from jenna mangulad on Vimeo.

25 julho, 2010

15 julho, 2010

Joanna Newsom: dos duetos improváveis

A Joanna Newsom e os The Roots juntos? O que podia não passar de uma exótica fantasia, tornou-se realidade (e uma bela realidade) com "Right On", nona faixa de How I Got Over, o novo álbum dos The Roots.
É ouvir para crer!:




"We should shine a light on, a light on
Book I write on, write on, it's right on..."

"This is the best and most poetic way to say «Fuck you BP»! " *




Mos Def e Lenny Kravitz insurgindo-se contra o rasto de podridão que dia após dia o petróleo da BP vai deixando. Mas, já sabemos!, a culpa teima em morrer solteira...
Mas sempre podemos tirar outras conclusões mais optimistas: que tal estes dois senhores fazerem um disco juntos?

* Cada vez gosto mais dos comentários do youtube

11 julho, 2010

so much hip-hop




"Nuff Teef" (álbum Is Ellipsis), dos (para mim desconhecidos) Psyche Origami. É como ouvir os De La Soul... mas em 2000!

07 julho, 2010

mais fogo

Dancing has long been forbidden for its subversive effects on the residents and its tendency to lead to illegal magical practices.




"Tightrope", com Big Boi, do mesmo disco abaixo referido.