Foi há um ano. A música, o hip-hop e todos nós ficámos um pouco mais pobres. Guru estará sempre na memória dos que, como eu, cresceram a ouvir o hip-hop que hoje é desconhecido para os ouvidos de miúdos bloqueados pelo tele-lixo musical que lhes entra em casa sem pedir licença. Como alguém disse, o hip-hop dos "smooth beats and deep lyrics". É só esse o hip-hop que eu conheço e do qual Guru foi um gigante. Para mim, o maior de todos.
Vemo-nos por aí, entre "smooth beats e deep lyrics". Não pode ser de outra forma...
Guru em "Jazzalude III - Hip Hop as a Way of Life", faixa de Jazzmatazz Vol. 2: The New Reality (1995).
Não é que o (grotesco) Lil Wayne conseguiu fazer uma boa música? Mais estranho: não é que o Lil Wayne conseguiu fazer uma uma boa letra?
Para o mundo se pasmar por completo: não é que o Lil Wayne, sim, esse mesmo, conseguiu, proeza das proezas, fazer uma boa música e uma boa letra?
Está certo que tem o Robin Thicke na produção; mas só o facto de ele, Lil Wayne em pessoa, ter a sua voz numa musiquinha com pés e cabeça já é motivo de espanto.
Qualquer dia é, sei lá, ao Akon que dá para fazer uma tolice destas.
"The Upsetter tells the fascinating story of Lee “Scratch” Perry, a visionary musician and artist from poor rural Jamaica who journeyed to the big city in the late 1950s with dreams of making it in the burgeoning record industry. Lee Perry burst on the scene with a brand new sound, inventing a genre of music that would come to be called reggae, while mentoring a young Bob Marley and gaining international recognition as a record producer and solo artist. The Upsetter charts 70 years in the life of Lee “Scratch” Perry in his own words through an exclusive interview given to American filmmakers Ethan Higbee and Adam Bhala Lough in Switzerland in 2006. It is equally a documentation of 30 years of Jamaican music and culture as it is a study of one of the most creative and inspiring human beings of all time. The film is narrated by Academy Award winner Benico Del Toro. Screening dates are available here."
Nunca fui grande fã de Nate Dogg, homem que ficou mais conhecido pelas colaborações nas faixas de outros artistas (quase sempre fazendo o coro melífluo dos refrões) do que propriamente pelos seus álbuns. Mas a verdade é que, goste-se ou não do estilo, Nate Dogg sempre se fez rodear de bons beats, com os quais desenhou baladas de RNB muito melodiosas e fáceis ao ouvido. Com a morte de Nate Dogg, perde-se um dos últimos nomes históricos da primitiva West Coast do hip-hop norte-americano, a mesma que nos revelou Snoop Dogg, Ice-T, Dr. Dre ou Tupac.
Mini-entrevista com Theo Parrish, DJ e produtor de Detroit, cujo trabalho, dentro do espectro da música electrónica, se debruça essencialmente sobre o cruzamento da house music (a la Detroit, pois claro) - e de vertentes mais desalinhadas, como o chamado "tech house", por exemplo - com a música negra (soul, hip-hop, etc.). Mas não só. Vejam bem o video... Este homem é um autêntico "cientista" de som... DOPE!
Theo Parrish foi capa da revista Wire de Março, onde dá uma entrevista muitíssimo interessante sobre a Música: a música enquanto Arte, enquanto forma de existir do homem. Foi através dela que cheguei ao conhecimento deste homem de Detroit. Se tiverem oportunidade, leiam essa entrevista (não está disponível on-line, infelizmente).