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01 março, 2011

DETOX



(peço desculpa pela falta de acentuaçao mas neste momento nao me e possivel escrever de outra forma no teclado em que me encontro)

Dr. Dre, uma das lendas vivas do hip-hop mundial, prepara-se para voltar naquele que sera alegadamente o seu ultimo album - Detox, cujo lançamento tem sido sucessivamente adiado nos ultimos anos.
Pela amostra posta a circular (o single "Kush", cujo videoclip ate tive vergonha de o por aqui, por isso deixei-o quietinho la no youtube), longe vao os tempos de The Chronic e 2001, albuns fundamentais em qualquer colecçao de hip hop. E que Dre nao so insuflou a sua massa muscular como ate ja canta com gente como Akon... e ja disse tudo.
Tudo bem que nao e novidade que Dre ja anda a produzir hip-hop foleiro q.b. ("bang-pop-bitchie") para uma serie de gente ha uns bons anos, mas e sempre custoso ver o proprio a lançar um album nessa linha.

O single "I Need a Doctor" augura, e certo, algo de mais positivo, embora comece a tornar-se urgente que alguem diga ao Eminem que ele soa sempre da mesma forma (aquele tom invariavelmente "guerreiro" e neurotico) quer a musica seja com o Dre, quer seja com a... Rihanna. Alguma coisa esta mal, digo eu.

Mas bem, podemos sempre pensar que sao apenas dois singles e que o resto do album sera ao estilo daquilo que fez dele um dos nomes maiores do hip-hop, por quem tenho um respeito muito grande:















Nao coloco mais faixas, caso contrario o blog fica muito pesado. Okaaaay, sim, falta uma...:

03 novembro, 2010

Jean Gabin e o hip-hop

Excerto de uma entrevista com o realizador francês Arnaud Desplechin.

fonte: http://www.sensesofcinema.com/2010/feature-articles/%E2%80%9Cfilms-are-vulgar-and-this-vulgarity-i-love-it%E2%80%9D-an-interview-with-arnaud-desplechin/

"How one combines the love for hip-hop and the antipathy to manhood of Jean Gabin?

The second part of his work. I love the young Jean Gabin. The way it changed has to do with hip-hop. In films and in our common life thinking about the music we loved when we were 20 years old, we are always quoting things that our parents or grandparents were listening. It’s just absurd. People said it was funny when you see Abel listening to some free jazz. I just took the age of the character, I checked what kind of a record he could have bought when he was 31, the wild records of free jazz. It has to do with the fact that I’m French, too. I hate songs, French songs.

Hip-hop was something really, absolutely new. It’s music that is really difficult to use in films and it’s music I’m really sure my parents will hate. You know that song? I think it’s about Bush, a Lou Reed song. “Hey, senator, you are fucking with your parents.” Listening to music your parents have listened to. To me, it’s a real threat. It’s a statement to use music that is not loveable. Which is really French, we were the second country after US to have hip-hop. All those guys that didn’t speak a word of English loving hip-hop, buying hip-hop records, just because it was a voice. Not lyrics, just a voice, because we couldn’t get the words, it was too complicated.

So who does Jean Gabin fuck with?

Suddenly you see how such a wonderful actor like Jean Gabin can become bitter, I won’t find English words for that, academic, boring, sure of himself, in love with himself, reactionary, passéist, really, it was disgusting. As if becoming a man was something of degradation. It was an ugly image of what is to become an adult.

I guess that’s why I love movies. Because I don’t know how to become an adult. When I go see a film, I can observe how the character, the movie star, is behaving, and I can use it in my common life. It’s useful. But in French films when I was a kid, when I was looking at the adults, I just didn’t want to be them. They were ugly, they were bitter and mean, no nobility. Decades later I realised that it was the same feeling behind those lines written by the nouvelle vague. Saying that French films, precisely with Jean Gabin, were not good, because the characters were small and in love with their own hatred of life. They preferred Nicholas Ray’s movies, because his characters weren’t afraid of having great feelings. I thought it was a sin, sometimes it’s a sin how Jean Gabin is acting.

But doesn’t hip-hop generally mean this same kind of being a man and a human? MTV hip-hop.

Oh, on MTV it’s bad hip-hop. Plus that it doesn’t match with the way I look. There is something about this stupid, bodybuilding guys and bimbo girls, and I love that, because when your parents are looking at it they just can’t get it. It’s obscene. It’s as if you were six or seven years old, which I think is great, there is a sort of a provocation. But on MTV it’s really the worst".

15 outubro, 2010

aquelas linhas de baixo não enganam ninguém...

Estava eu a ouvir um best of dos The Gap Band quando subitamente dei por mim a trautear "life's a bitch and then you die"...
É sempre uma sensação tão, digamos, arqueológica, quando descobrimos um sample inadvertidamente, não é? Parece mesmo que estamos a fazer história... (mas depois pensamos que deve haver algures mil e um sites com listas extensíssimas de samples. Mas saboreemos as nossas pequenas descobertas!:))





01 outubro, 2010

democratizar


(na fotografia: Charles Mingus)

O jazz nasceu na América no início do século XX, no interior das populações mais pobres (sobretudo dos africanos que para aí haviam emigrado).
Hoje, mais de um século depois, nas sociedades capitalistas ocidentais, o jazz é predominantemente música erudita para eruditos, ouvido e praticado por uma certa elite intelectual e cultural.

O rap (e depois, com ele, o hip-hop) nasceu nessa mesma América, nos anos 60/70 desse mesmo século, e também entre as comunidades mais desfavorecidas (sobretudo dos negros aquartelados em ghettos urbanos).
Hoje, passados quase 50 anos, o hip-hop, não obstante ser ouvido e praticado um pouco por toda a gente (até pela massificação e descerebração de que foi vítima pela MTV e afins, pela indústria discográfica e pelos próprios artistas), a verdade é que ainda é associado a franjas da sociedade mais excluídas, pobres ou com pouca educação (musical também).

Penso que estamos a assistir hoje a um processo em que estes dois elementos, o jazz e o hip-hop, similares na origem, procuram processos de legitimação/democratização/acesso junto de públicos opostos:
o jazz de cima (elites) para baixo (classe média e baixa e, de um modo geral, a população menos letrada);
o hip-hop de baixo (essa mesma população menos educada, intelectual e musicalmente falando) para cima (as tais elites).
Engraçado como, tendo origens semelhantes, se movem hoje em sentidos contrários no que à democratização do acesso diz respeito...

Talvez um dia estejam ambos de tal forma disseminados (democratizados) pela população que possamos ouvir um Common na Casa de Música actuando para o Zé... e para o Sr. Prof. Doutor José.



"Jazz thing", Gangstarr.


ADENDA:


Talvez tenha incorrido num pequeno erro quando escrevi "processos de legitimação/democratização/acesso".
Porque parece-me que o jazz, no movimento de cima para baixo está em claro processo de democratização; mas quando o hip-hop vai de baixo para cima, o processo aqui é fundamentalmente de legitimação (sem que essa legitimação, uma vez conseguida, não traduza, de certa forma, uma ideia de democracia no plano da igualdade e da aversão ao snobismo intelectual).

São questões diferentes mas em que o propósito não deixa de ser o mesmo: alargar e cultivar públicos cada vez mais heterógeneos.

24 setembro, 2010

hmmmmm

Para os amantes de hip-hop:
O início de "Sombrero Sam" (primeiros 7 segundos), original de Charles Lloyd, não vos parece ter sido samplado num clássico?
Tenho quase a certeza que sim, mas não me recordo ao certo de qual é...

12 setembro, 2010


(o francês Wax Tailor)

Vou já dar resposta ao desafio que lancei abaixo porque senão depois esqueço-me. Já sei como sou.

A lista dos cinco álbuns por mim sugerida não é a melhor, vejo agora, por duas razões: em primeiro lugar, porque os álbuns deviam contrastar mais no que toca à questão que coloquei (já me explico melhor abaixo); depois porque o Dream Merchant, Vol 1, do 9th Wonder, não é um disco "instrumental" no sentido tão purista como o são os outros, uma vez que há sempre um rapper ou coros "em cima" do beat, o que não permite a apreensão instrumental que se pretendia.

Quanto ao primeiro ponto, acontece que eu devia ter feito uma lista onde contrastassem discos onde a preocupação de que tinha falado no sampling fosse muito maior nuns do que noutros. Todavia, como gosto tanto de hip-hop instrumental (e suas intimidades: electronica, breakbeat, down-tempo e um gigantesco etc.) só escolhi discos de que gosto e em que há praticamente em todos essa preocupação, esse tacto, no sampling.

Mas há diferenças!
E o que mais contrasta com os outros todos é o disco do 9th Wonder. A meu ver, tanto neste disco como na generalidade das suas produções, o 9th Wonder alinha muito mais por aquele caminho do "produtor servindo-se do beat". Os beats são óptimos, os arranjos impecáveis, não há duvidas. Mas a verdade é que me parece um processo muito mais "seco", cru, um "corta-e-cola" sem o cuidado estético pormenorizado que se sente nos discos do DJ Shadow ou do Wax Tailor - uma produção que se pressente quase como artesanal, "familiar", cheia de carinho. Isto não se reflecte só em termos sensoriais ou espirituais; na prática, as músicas do 9th Wonder são o beat (sempre muito vigoroso) e um sample de soul/funk e um rapper em cima, enquanto que no Shadow e no Wax Tailor, quer a sonoridade, quer a secção rítimica, são variadas, e ao que se juntam ainda todos aqueles "recortes" sonoros de filmes, anúncios, conversas, telefonemas, etc que são inseridos com precisão na atmosfera criada pela música. No fundo, parece-me haver mais dedicação, mais exaustão, mais... "soul" nestes discos.

Sem esta envolvência caseira, sem esta dedicação "infantil" (não no sentido depreciativo do termo, mas no do carinho e do apego às coisas), mas com um produção super refinada, temos o disco do Nathaniel Merriweather (um dos muitos alter ego de Daniel Nakamura): aqui sobressai, a meu ver, a vertente da "qualidade" (competência) na produção. Ela é elaborada (tanto ou mais que Shadow e Wax Tailor), variada e belíssima, mas não sinto a "emoção" que sinto nos dois citados autores. Oiço o disco muito mais como um verdadeiro "produto" (nada tem que ver com "comercial"!, não demonizem). É certo que Merriweather também usa e abusa de samples (especialmente de conversas de filmes), mas a atmosfera não tem a tal "caseirice" (e "meninice", porque não) de Shadow e Wax Tailor.

Por fim, o disco de Exile. Creio que Radio junta o melhor dos dois mundos: é um disco profissional, competente (ao estilo de Merriweather), mas que não deixa de ter presente implicitamente um processo mais "primitivo" - é o lado artesanal visível em Shadow e Wax Tailor...

Bem, e já estou a dar uma grande seca!
Big up!

Sabes que gente e que terra são estas?



Estava eu a ouvir Radio (2009), álbum do magnífico produtor Exile (conhecido, entre outras coisas, por produzir o rapper Blue ou a nova coqueluche americana Fashawn), quando, à oitava faixa (intitulada "The Sound is God"), começo a sentir, passados os primeiros dez segundos, uma toada próxima do nosso fado, onde não faltam os inevitáveis dedilhados de guitarra. Esperei mais uns 20, 30 segundos e não é que... a Mariza, sim, a nossa Mariza, canta? A música samplada é "Oh gente de minha terra", originalmente de Amália Rodrigues, mas aqui interpretada por Mariza.






Contas feitas, o Exile samplou a Mariza e ela certamente não saberá.

Mas saberá Exile quem é Mariza? Isto é:
foi o sample escolhido mais ou menos aleatoriamente, retirado de uma pilha de vinis comprados numa qualquer loja de discos recôndita, e "colado" no beat porque se inseria bem na composição melódica específica que o autor pretendia para o mesmo - o produtor a servir-se do sample, numa acepção mais crua;
OU
Exile sabe que o que Mariza canta é português, chama-se fado e é um género musical popular com raízes fundas no nosso país e no nosso povo (eventualmente saberá quem é Amália Rodrigues?), e que pegou nele, não num exercício puramente recreativo ("fazer música"), mas porque obedeceu a uma selecção rigorosa e de uma enorme sensibilidade, e em que escolhe aquele fado por ser fado, aquela voz por ser a de Mariza? - produtor e sample numa comunhão harmoniosa em que ambos ganham, reciprocamente.

Talvez esteja a ser demasiado exigente (e bem sei que esta questão não é radicalmente dual, do tipo "sim ou não"), mas a verdade é que me interrogo sobre isto numerosas vezes, sobretudo quando oiço álbuns instrumentais (e experimentais) de hip-hop. Por outro lado, sei que existem, de facto, produtores que depositam uma profunda e minuciosa sensibilidade na escolha de um sample, de um arranjo. O J Dilla era um deles. E em Portugal temos o inevitável Sam the Kid, de quem cada beat que oiço, sei-o escolhido a dedo e fundado numa relação quase alquímica entre o som no seu estado bruto e a alma de quem o decanta e o musica num beat. E há muitos, muitos mais.
Como já disse, talvez esteja a ser demasiado exigente, mas o certo é que esta não é uma questão secundária. Para quem gosta de música - e gostar de música é diferente de gostar de ouvir música -, não é uma questão subsidiária a de saber que tipo de relação tem o “criador” com a “criatura”: essa relação é depois marca indelével na alma, na emoção (e não tanto no profissionalismo/qualidade/competência ou no “belo” matemático) que uma música nos suscita, na comoção que nos provoca. E se a música não é alma, se não é emoção, então não sei o que é música.

É um exercício curioso: oiçam uns cinco álbuns instrumentais de hip-hop (mais ou menos ortodoxos, não interessa) e tentem responder a esta pergunta: notam o mesmo tacto e a mesma preocupação do produtor na escolha de cada sample (seja ele uma melodia de guitarra, uma voz, uma pequena frase de um filme ou um anúncio publicitário)?
Fica a sugestão. E deixo cinco discos para quem o quiser fazer:

Radio (2009), Exile.
Dream Merchant, Vol 1 (2005), 9th Wonder
The Private Press (2002), DJ Shadow
Tales Of The Forgotten Melodies (2005), Wax Tailor
Music to Make Love to Your Old Lady By (2001), Nathaniel Merriweather


P.S.: Radio é um disco fantástico.

18 julho, 2010

storytelling



A fotografia tem copyright à vista, por isso espero que o autor não se importe que eu a coloque aqui.


É sabida a vertente do storytelling como co-natural ao hip-hop, sendo isso mesmo testemunhado pelos inúmeros mc's que a ele (storytelling) se dedicaram desde que o hip-hop deu os seus primeiros passos - basta pensarmos em nomes como Rakim, ATCQ ou Slick Rick (a lista é extensíssima mas estes exemplos bastam-nos). E a vertente ganhou traços de tradição, hoje cada vez menos praticada, mas com um élan muito próprio e que, volta meia, vai sendo recuperada aqui e ali.
Em Portugal temos bons storytellers? Temos, claro. Limitando-me ao espectro do hip-hop português (porque o storytelling, nas suas variantes, é transversal à música, basta para isso pensarmos em Sérgios Godinhos, Jorges Palmas, etc., para não ir mais longe), diria que os Dealema (de quem talvez seja expoente máximo a célebre "O Começo"), Pacman (Da Weasel), Boss AC (talvez o mais forte), Valete ("Roleta Russa" é incontornável), Sam the Kid (quem não conhece "O Recado"?) e, mais recentemente, Nerve, são alguns dos melhores praticantes que temos por cá (poderei estar a esquecer alguém, naturalmente, mas esta enumeração não pretende ser exaustiva).

Todavia, e isto é uma coisa que tenho vindo a pensar, com o Sam the Kid o storytelling atinge níveis de instrospecção superlativos, com descrições sensoriais (física e mental) e de tempo-espaço de um hiper-realismo único. É incrível a minúcia, quase neurótica, diria, com que vemos, cheiramos ou tocamos o "quadro" que nos é descrito, como se estivéssemos quase quase naquele local, com aquele ambiente, as luzes, o barulho, o silêncio... tudo.
Não é um storytelling, digamos, convencional, em que ouvimos uma história bem contada do princípio ao fim; mais do que isso, mais do que um fio narrativo, estão constantemente a ser introduzidos apontamentos descritivos de movimento, tempo e espaço, acompanhados de notas irónicas, moralistas e introspectivas. O que acontece frequentemente no storytelling é o facto de a história, por melhor que seja, ser perspectivada à partida já como isso mesmo: como uma história - um acontecimento passado, mais ou menos remoto, que vai ser contado a alguém. o ponto de partida de quem a constrói é, em certa medida, o proverbial "Era uma vez...".
Ora isso não acontece no Sam. É que a sua história é muito mais "actual", no sentido de que tudo parece estar a acontecer naquele momento imediato, sugerindo ao ouvinte estar a acompanhar "in loco" a acção, como que se estivesse nas costas das personagens a seguir-lhe todos os seus passos. Este "imediatismo" é fruto da tal componente altamente descritiva (volto a insistir: quase neurótica) no que diz respeito ao espaço onde se encontram as personagens e às sensações que se lhes atravessam. Esta dimensão sensorial, do ponto de vista visual, chega a ser tão forte que momentos há em que sinto deixar de estar nas costas da personagem e passo a ver o exterior através dos seus próprios olhos. Enquanto ouvimos o que nos vai ser contado, estamos totalmente "a par" de como esta ou aquela personagem se sente, se está confortável, o que lhe vai na cabeça, como está sentada, se está ofegante ou com a respiração tranquila, se está frio ou calor, ....





Os dois registos que deixo aqui (que não serão desconhecido para quase ninguém - "Sexta Feira" e a segunda parte de "16/12/1995", a partir do minuto 4:33) têm a particularidade de terem uma série de aspectos em comum: o discurso na primeira pessoa; o facto de a acção decorrer à noite, num bar ou discoteca; o flirt característico de um local desses e todo o ambiente intimista e assexuado a ele inerente; o percurso de saída desse local e o "próximo destino"; e, por fim, o climax de uma tensão acumulada ao longo de todo o encadeamento narrativo e que surge expresso numa conclusão mais ou menos trágica, mais ou menos moralista.
A grande diferença, a meu ver, está na sonoridade de cada um dos beats (para além, claro, do facto de "16/12/95" se situar num contexto temático específico - os rumos que (in)voluntariamente tomamos na vida): em "16/12/1995" ela é manifestamente mais tensa, mais furiosa, desvendando um pouco mais do desfecho trágico que de alguma forma se pressente (nunca deixa de estar presente, ainda que subliminarmente) ao longo da narrativa. Já em "Sexta feira", a sonoridade é muito mais relaxada, contemplativa e, e isto é dedo de um compositor (ou produtor, chamem-lhe o que quiserem) talentoso, profundamente noctívaga, a fazer jus ao tempo e espaço da história que nos é contada... No fundo, há aqui mais suspense do que thriller (como acontece na primeira).




A partir de 4:33

11 julho, 2010

Samurai Champloo

fonte: Wikipedia

Samurai Champloo (サムライチャンプルー, Samurai Chanpurū) is a Japanese animated television series consisting of twenty-six episodes.
The series is a cross-genre work of media, blending the action and samurai genres with elements of slapstick comedy. It is also a period piece, taking place during Japan's Edo period. The series is interwoven with revisionist historical facts and anachronistic elements of mise-en-scene, dialogue and soundtrack. The series' most frequent anachronism is its use of elements of hip hop culture, particularly Hip hop music and the music it has influenced, break dancing, turntablism, hip hop slang, and graffiti. The show also contains anachronistic elements from the punk subculture and modernism, but less prominently. It is one of the first anime TV shows based on hip-hop (Afro Samurai is the other, having been released in 2007).


Isto é de loucos... vejam por vocês mesmos:






so much hip-hop




"Nuff Teef" (álbum Is Ellipsis), dos (para mim desconhecidos) Psyche Origami. É como ouvir os De La Soul... mas em 2000!

11 junho, 2010

o video* é bom e a letra ainda é melhor



* via HIPHOPulsação

"Love Thirst", do álbum Jeanius (2008, produzido pelo inconfundível 9th Wonder), de Jean Grae.
Vale mesmo a pena ver o video até ao fim... sim, é mesmo o De Niro! Mas creio que será um corte do Taxi Driver montado para o efeito...


"My caramel mohagony fairy tale
He gon' do very well; I'm fearin for the farewell, stay awhile
We could just lay awhie, see me smile better
Lean your chest on me, make you my sweater - I want the rest of you
Pressin me head-up, I need contact
Your windows reflectin me back, later I ask where your memories at
Your face tellin me that, you need a taste
Where the Hennessey's at? C'mon, blace me"

13 maio, 2010

a "mensagem": entre a forma e a substância

Quando hoje se usa e abusa do significado da "mensagem" que a Música deve sempre preservar e transmitir - e esta preocupação no Hip-Hop, de tão explorada, fez com que qualquer um se arrogasse do supremo dom de "transmitir uma mensagem", repetindo acriticamente chavões e frases feitas -, é sempre uma boa notícia quando ouvimos alguém que de facto tem uma certa visão do mundo e a verte talentosamente em palavras. Sem complexos, sem clichês, sem lugares-comuns. Inteligente, visionário e com substância: assim é o canadiano Shad, cujo álbum The Old Prince (2007) (onde se encontra a faixa abaixo) constitui um dos melhores registos de hip-hop desta primeira década do milénio. Espantoso.



"So what the new black activists do
For our freedom is just being them
Do what youre passionate to
Not confined by a sense that you have to disprove
Any stereotypes, so-called facts to refute
Or match any image of blackness
They've established as true
Perhaps we'll break thru the glass ceilings"

A letra, na íntegra, aqui.

04 maio, 2010

gozar com a Vida



Skee-Lo - "I Wish".

15 abril, 2010

easy listening (9): Dillalude



Tributo a J Dilla, pelas mãos do pianista Robert Glasper, no álbum In My Element (2007).

03 abril, 2010

"Back in the days" (1)

Common - 'Resurrection'


Tribe Called Quest - 'Electric Relaxation'


Gang Starr - 'Mass Appeal'


Black Moon - 'I Got Cha Opin'


Pete Rock & C.L. Smooth - 'They Reminisce Over You (T.R.O.Y.)'


Slick Rick - 'Children's Story'


X-Clan - 'Funkin' Lesson'


Wu-Tang Clan - 'Can It Be All So Simple'