30 dezembro, 2010

DOIS MIL E DEZ


Sem pretensões totalizantes, e nem sequer por ordem de preferência, os dois autores BeTrue2YourSchool deixam a sua lista de melhores álbuns de 2010. Enjoy!

Cosmogramma, Flying Lotus

Good Things, Aloe Blacc

The ArchAndroid
, Janelle Monae

Utopia, Expensive Soul

My Beautiful Dark Twisted Fantasy, Kanye West

I Want You, Theophilus London

How I Got Over, The Roots

Orelha Negra, Orelha Negra

The Home Of Jazz, Funky DL

Record Collection, Mark Ronson & The Business Intl

Long Distance (LP), Onra

The Age Of Adz, Sufjan Stevens

Victory (mixtape), Jay Electronica

Pilot Talk, Curren$y

Business Casual, Chromeo

The Lady Killer, Cee Lo Green


O maior destaque vai, no entanto, para um grande senhor da spoken word e da soul mundial. Não só por um álbum extraordinário, mas também por podermos voltar a contar com uma das poucas grandes referências que ainda restam das gerações de 70 e 80 da música negra norte-americana. Senhores e Senhoras, o disco do ano:

28 dezembro, 2010

man on the moon

Não é por acaso que ele é celebrado essencialmente em mercados que têm uma relação amadurecida com o hip-hop. O público adolescente que gosta de 50 Cent dificilmente se revê nele. Os militantes acham-no um desvio à norma. E os mais "alternativos" não digerem bem o seu sucesso. A forma como se posiciona é favorável em mercados que já digeriram a cultura hip-hop e já não a olham como lugar de afirmação de identidade ou de resistência, conseguindo entendê-la apenas como arte.

É um álbum apoteótico. Uma Ópera Westiana. É Kanye a celebrar-se a si próprio. E ao que o rodeia. E o que o rodeia são cada vez mais milhões, seduzidos por uma personalidade artística na esteira de Orson Welles, Coppola, Prince, Michael Jackson.

ípsilon, 24 Dezembro, 2010.

10 dezembro, 2010

Da weasel: o fim





"Os Da Weasel, um dos projectos mais bem sucedidos – e marcantes – da música portuguesa dos últimos anos, anunciam esta semana o seu fim.
Os Da Weasel nasceram em 1993. Desde a formação editaram seis álbuns de originais (7º se contarmos com o EP de estreia, "More than 30 Motherf***s") e dois DVD's ao vivo; o último dos quais, o registo do extraordinário concerto realizado no Pavilhão Atlântico em 2007.
Os Da Weasel gostariam de agradecer a todos que os acompanharam durante estes anos, em especial aos incansáveis e dedicados Fãs."

01 dezembro, 2010

A Tribe Called Quest Documentary (Trailer)




"Directed by the renowned New York City-based actor Mike Rappaport, offered is a sneak peak at his upcoming documentary on one of hip-hop’s most beloved groups of all time, A Tribe Called Quest. The documentary was said to have taken several years to shoot and is almost towards completion. Mike Rappaport has been known to be a hip-hop fan since his early days. Stay tuned for more details on his “Beats, Rhymes & Life” documentary on Tribe Called Quest"

14 novembro, 2010

09 novembro, 2010

The Streets – San Frandemonium


"Courtesy of Mike Skinner’s Twitter, offered up today is the latest visual offering for his new single titled, “San Frademonium.” The video takes place respectively in San Francisco, as the camera follows him through a voyage around the beautiful city. You’ll find this on his upcoming effort, Computers & Blues which is expected to contain an epic blend of dubstep, soul, synth pop and everything in between. Stay tuned!"

KRS-One & DJ Premier featuring Grand Puba – 5%


03 novembro, 2010

Jean Gabin e o hip-hop

Excerto de uma entrevista com o realizador francês Arnaud Desplechin.

fonte: http://www.sensesofcinema.com/2010/feature-articles/%E2%80%9Cfilms-are-vulgar-and-this-vulgarity-i-love-it%E2%80%9D-an-interview-with-arnaud-desplechin/

"How one combines the love for hip-hop and the antipathy to manhood of Jean Gabin?

The second part of his work. I love the young Jean Gabin. The way it changed has to do with hip-hop. In films and in our common life thinking about the music we loved when we were 20 years old, we are always quoting things that our parents or grandparents were listening. It’s just absurd. People said it was funny when you see Abel listening to some free jazz. I just took the age of the character, I checked what kind of a record he could have bought when he was 31, the wild records of free jazz. It has to do with the fact that I’m French, too. I hate songs, French songs.

Hip-hop was something really, absolutely new. It’s music that is really difficult to use in films and it’s music I’m really sure my parents will hate. You know that song? I think it’s about Bush, a Lou Reed song. “Hey, senator, you are fucking with your parents.” Listening to music your parents have listened to. To me, it’s a real threat. It’s a statement to use music that is not loveable. Which is really French, we were the second country after US to have hip-hop. All those guys that didn’t speak a word of English loving hip-hop, buying hip-hop records, just because it was a voice. Not lyrics, just a voice, because we couldn’t get the words, it was too complicated.

So who does Jean Gabin fuck with?

Suddenly you see how such a wonderful actor like Jean Gabin can become bitter, I won’t find English words for that, academic, boring, sure of himself, in love with himself, reactionary, passéist, really, it was disgusting. As if becoming a man was something of degradation. It was an ugly image of what is to become an adult.

I guess that’s why I love movies. Because I don’t know how to become an adult. When I go see a film, I can observe how the character, the movie star, is behaving, and I can use it in my common life. It’s useful. But in French films when I was a kid, when I was looking at the adults, I just didn’t want to be them. They were ugly, they were bitter and mean, no nobility. Decades later I realised that it was the same feeling behind those lines written by the nouvelle vague. Saying that French films, precisely with Jean Gabin, were not good, because the characters were small and in love with their own hatred of life. They preferred Nicholas Ray’s movies, because his characters weren’t afraid of having great feelings. I thought it was a sin, sometimes it’s a sin how Jean Gabin is acting.

But doesn’t hip-hop generally mean this same kind of being a man and a human? MTV hip-hop.

Oh, on MTV it’s bad hip-hop. Plus that it doesn’t match with the way I look. There is something about this stupid, bodybuilding guys and bimbo girls, and I love that, because when your parents are looking at it they just can’t get it. It’s obscene. It’s as if you were six or seven years old, which I think is great, there is a sort of a provocation. But on MTV it’s really the worst".

R.I.P Andy Irons




(entrevista ao i, 11 de Outubro)
(suspeita de overdose, i)

Mark Ronson & The Business Intl - The Bike Song




Mark Ronson & The Business Intl, Record Collection 2010

Michael jordan


"Errei mais de 9.000 cestos e perdi quase 300 jogos.
Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo... e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos na minha vida.
E é exatamente por isso que sou um sucesso
."

Aloe Blacc – The Dark End of the Street



Theophilus London featuring Blu & Jesse Boykins III – Life Of A Lover (Remix)


Mayer Hawthorne – No Strings (DJ Jazzy Jeff Remix)


24 outubro, 2010

Stretch Armstrong and Bobbito 20th Anniversary Reunion Show on WKCR


Dj Premier interview

Kanye West – Runaway




Após imensas previews finalmente chega até nós o primeiro filme de kanye west com musicas que estarão incluídas no seu próximo, e muito falado/esperado álbum. Runaway consiste na história de uma fénix, interpretada pela modelo Selita Ebanks.
“My Beautiful Dark Twisted Fantasy" será lançado, segundo consta no dia 22 do próximo mês de Novembro. Incrível a capacidade de kanye west criar buzz e ter em si as atençoes de todo o mundo. Gostos à parte, este mérito tem que lhe ser reconhecido. Um artista.
Não virá este seu trabalho um pouco na sequência do seu "808s & Heartbreak", inovador?(falado uns posts mais a baixo)

ja agora...

23 outubro, 2010

easy listening (31): fuck Daft Punk, this is KINGSTON



"Kingston Logic", grande malha de dança do mais recente disco de Tricky (ex-Massive Attack), Mixed Race (2010).

"808s & Hearbreak"




originalmente publicado aqui.

Para quem gosta de Animação, aqui fica "Street Lights", faixa desse fabuloso 808s & Heartbreak (2008), disco que Kanye West concebeu em assumido estado crítico após a morte de sua mãe, presença fundamental na sua vida até então. Não é por isso estranho que este seja um disco profundamente melancólico, soturno e carregado de alusões à solidão, ao amor ou à morte.

É também um disco singular por vir de quem vem - um rapper que até à data tinha feito três discos clássicos de hip-hop - e pelo arrojo com que funde música electrónica e pop de um modo tão harmonioso. É um disco conceptual no verdadeiro sentido da expressão, e não só no que toca à música e ao ambiente noctívago por ela criado, mas também relativamente a tudo o resto: a capa do disco (um balão vermelho furado em forma de coração), a figura (vestuário, fisionomia, expressões faciais) de Kanye West ou ainda, e para o que aqui interessa, os videoclips (e são vários, dos quais já deixei "Paranoid" por aqui há uns dias).



Retomando a Animação (que supostamente era o motivo deste post, mas só supostamente porque no fundo o que eu queria mesmo era falar do disco), aí está "Street Lights":



Realizado por Javier Longobardo.

The video, which was created by Javier Longobardo, is seriously old-school looking, with 80s-inspired graphics.
The Kanye West video for ‘Street Lights’ shows an animated Kanye West driving around a pinky-green city. The whole thing appears to me to be what ‘Miami Vice’ would be if animated at its height of cool. Definitely not something you see on TV often, and it’s bound to get some attention.

fonte: http://www.trendhunter.com/trends/kanye-west-street-lights

20 outubro, 2010

Blu – Life Of A Lover


(Never before heard
Blu's verse from LIFE OF A LOVER)

15 outubro, 2010

aquelas linhas de baixo não enganam ninguém...

Estava eu a ouvir um best of dos The Gap Band quando subitamente dei por mim a trautear "life's a bitch and then you die"...
É sempre uma sensação tão, digamos, arqueológica, quando descobrimos um sample inadvertidamente, não é? Parece mesmo que estamos a fazer história... (mas depois pensamos que deve haver algures mil e um sites com listas extensíssimas de samples. Mas saboreemos as nossas pequenas descobertas!:))





14 outubro, 2010

Gang Starr Family Honors Guru at 2010 BET Hip Hop Awards



"hip hop belongs to guru, guru belongs to hip hop".... word up

09 outubro, 2010

Aloe Blacc na capa do "ípsilon"



... num artigo assinado por João Bonifácio, a propósito do tão propalado disco Good Things, cujo igualmente propalado single "I need a dollar" já por aqui foi tocado.


easy listening (30): without you



Cover de "My World is Empty Without You" (original das Supremes), pelo histórico Lee Fields no seu disco mais recente, My World (2009).

07 outubro, 2010

betrue live set@ porto rio


hoje apartir da meia noite
apareçam :)

02 outubro, 2010

Maria Ninguém

A Brigitte Bardot a cantar em português?



É verdade! O original, "Maria Ninguém", é do brasileiro Carlos Lyra, mas cantada pela BB não ficou nada mal...

01 outubro, 2010

democratizar


(na fotografia: Charles Mingus)

O jazz nasceu na América no início do século XX, no interior das populações mais pobres (sobretudo dos africanos que para aí haviam emigrado).
Hoje, mais de um século depois, nas sociedades capitalistas ocidentais, o jazz é predominantemente música erudita para eruditos, ouvido e praticado por uma certa elite intelectual e cultural.

O rap (e depois, com ele, o hip-hop) nasceu nessa mesma América, nos anos 60/70 desse mesmo século, e também entre as comunidades mais desfavorecidas (sobretudo dos negros aquartelados em ghettos urbanos).
Hoje, passados quase 50 anos, o hip-hop, não obstante ser ouvido e praticado um pouco por toda a gente (até pela massificação e descerebração de que foi vítima pela MTV e afins, pela indústria discográfica e pelos próprios artistas), a verdade é que ainda é associado a franjas da sociedade mais excluídas, pobres ou com pouca educação (musical também).

Penso que estamos a assistir hoje a um processo em que estes dois elementos, o jazz e o hip-hop, similares na origem, procuram processos de legitimação/democratização/acesso junto de públicos opostos:
o jazz de cima (elites) para baixo (classe média e baixa e, de um modo geral, a população menos letrada);
o hip-hop de baixo (essa mesma população menos educada, intelectual e musicalmente falando) para cima (as tais elites).
Engraçado como, tendo origens semelhantes, se movem hoje em sentidos contrários no que à democratização do acesso diz respeito...

Talvez um dia estejam ambos de tal forma disseminados (democratizados) pela população que possamos ouvir um Common na Casa de Música actuando para o Zé... e para o Sr. Prof. Doutor José.



"Jazz thing", Gangstarr.


ADENDA:


Talvez tenha incorrido num pequeno erro quando escrevi "processos de legitimação/democratização/acesso".
Porque parece-me que o jazz, no movimento de cima para baixo está em claro processo de democratização; mas quando o hip-hop vai de baixo para cima, o processo aqui é fundamentalmente de legitimação (sem que essa legitimação, uma vez conseguida, não traduza, de certa forma, uma ideia de democracia no plano da igualdade e da aversão ao snobismo intelectual).

São questões diferentes mas em que o propósito não deixa de ser o mesmo: alargar e cultivar públicos cada vez mais heterógeneos.

easy listening (29): Go groovy!!




Famosíssima "Groove is in the heart", dos Deee-Lite (álbum World Clique, 1990).

24 setembro, 2010

hmmmmm

Para os amantes de hip-hop:
O início de "Sombrero Sam" (primeiros 7 segundos), original de Charles Lloyd, não vos parece ter sido samplado num clássico?
Tenho quase a certeza que sim, mas não me recordo ao certo de qual é...

Trooper SL







Fallen
Trooper SL.

Jay Electronica on Last Call with Carson Daly (Video)

Size? x New Balance “The Estate” 577 Pack







Nas – I’m The Shit 180 (Mixtape)